Extensão na Odonto
As atividades de extensão têm, ao longo dos anos, representado parte significativa das atividades obrigatórias desenvolvidas no curso de graduação da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais (FAO/UFMG). Tal característica se deve à própria natureza do curso que envolve, na prática clínica das disciplinas da graduação, o atendimento das necessidades odontológicas de setores carentes da população. Realizado no passado a partir da demanda espontânea que procurava atendimento na (FAO/UFMG), tal atendimento hoje é parte integrante da rede do Sistema Único de Saúde – SUS sendo executado dentro de uma proposta global da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte. Além das disciplinas clínicas da graduação, também faz parte do currículo da Graduação a disciplina Estágio Supervisionado, oferecida no nono período, oportunidade em que os alunos se inserem na rede pública de Belo Horizonte e outros municípios participando regularmente do planejamento e execução das políticas de saúde ali desenvolvidas.
Para além das atividades curriculares obrigatórias, a Faculdade de Odontologia tem oferecido de forma permanente, uma variada gama de projetos de extensão que possibilitam aos alunos, desde os períodos iniciais de sua formação, vivenciar a prática da odontologia dentro de uma perspectiva integral e multidisciplinar, articulada com outros cursos da área de saúde, e tendo como parâmetro a indissociabilidade com as demais atividades acadêmicas de ensino e pesquisa.
Nos últimos anos, além de um significativo aumento na quantidade de atividades oferecidas, consequentemente de alunos e professores envolvidos, observa-se uma mudança qualitativa e conceitual da extensão na (FAO/UFMG). Este processo não ocorreu de forma isolada, pelo contrário, se espelhou e contribuiu na construção de um projeto político para a extensão na UFMG e nacionalmente. Esta evolução tem sido pautada na discussão dos marcos conceituais e diretrizes e se reflete em uma nova cultura em torno da extensão: uma melhor organização interna, maior qualidade e impacto social, cultural e tecnológico das atividades extensionistas e por fim, uma nova relação mutuamente transformadora entre Universidade e sociedade.
